A influência que o dinheiro pode ter na felicidade das pessoas é superestimada. Não quero defender a teoria de que dinheiro não traz felicidade, pois a sua ausência traz infelicidade então é bom ter uma quantia razoável, mas dinheiro demais tem pouco impacto na felicidade de alguém. Vamos tomar como base alguém com renda de R$3.000 por mês, e outro com renda de R$30.000:
Um vai usar uma caneta BIC de R$5, o outro uma caneta Porsche de R$2.500, mas os dois vão conseguir assinar um papel da mesma maneira.
Um vai usar uma mala de marca brasileira de uns R$50 pra carregar sua papelada, o outro uma Mont Blanc de R$2.000. Mas ambos carregaram seus papéis sem problemas.
Um vai pro trabalho em um Palio, o outro em um BMW. Mas vão demorar o mesmo tempo pra chegar lá.
Enfim, é lógico que é legal ter uma BMW ou mala Mont Blanc, mas o impacto destas coisas na felicidade de alguém é mínimo ou nulo. Alguém se imagina trancado num escritório, olhando pra sua caneta cara e dizendo o quanto ela lhe faz feliz? Eu digo isto, porque outro dia um professor meu estava dizendo que o salário de R$24.000 de um juiz era pouco, que nem dava pra comprar um Jaguar com este dinheiro. Ele falava sério.
Porra, com um salário deste, em pouco tempo você compra uma casa da hora, uma casa na praia, outra no campo, um carro da hora, e a partir dai, o dinheiro vai só pra futilidades como um Jaguar.
Eu sou mais o “Gil Brother’s Way of Life”:
“…o prazer são as coisas simples da vida, subir numa árvore… Isso aí… isso aqui é gostoso, cara, pô… viver a natureza, porra, sentad… ver a natureza, porra… ver os peixes no rio, morô? Mas nada de matar nada, morô? Porra, ver um verme passear, putaqueopariu!… nossa senhora… que maneiro, cara! Hahahahaha… eu vi um verme andando.. pô… que bacana, cara. Pô, ver o mar, ver o céu, ver a estrela… subir num assum (?) e ver aquela estrela grandona passando…poooorra, cara…vida boa! Eu não sei como é que essa sociedade troca… troca os bens da vida, né? Por valores que não tem nada a ver, né? Aí, coisa maravilhosa… em cima da árvore, chupando uma manga….”
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