Eu não tomo injeções. Quando criança tomei umas 3 Bezetacil na bunda que me deixaram com a perna paralisada por 1 semana. Dai criei a viadagem de ter medinho de injeção. Quando soube que teria que tomar a vacina contra rubéola, eu senti um distúrbiozinho gay na força.
Após protelar bastante e enganar minha namorada diversas vezes para escapar da vacina, chegou a hora do confronto, mas antes eu me armei com uma solução. Uma trufa de chocolate!
Cheguei com a trufa na mão e propus para a enfermeira um acordo: Caso eu não sentisse dor ela ganharia a trufa de presente. Ela achou inusitada a proposta, mas disse que tentaria ganhar o prêmio.
Os segundos antes da picada foram angustiantes. Deve ser a mesma sensação dos condenados a morte. Olhei para fora e tinha crianças dando risada do meu medinho. Depois da picada, o liquido se espalhando no braço da uma sensação muito estranha.
Após o martírio a enfermeira me perguntou se iria ganhar a trufa. Fiz um careta e coloquei a trufa longe dela como faz uma criança protegendo seu doce e comecei a ir embora. As amigas dela começaram a dar risada. Fiquei com dó, me virei e entreguei o prêmio.
Na verdade nem doeu nada. Eu que sou um fresquinho neste assunto mesmo. O problema é que objetos entrando no meu corpo não são minha praia. Isto é assunto para o Asmodeu e Lendário.
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