Bem vindo ao Waram

Procrastinação: Trabalho duro geralmente vale a pena depois de um tempo. A preguiça vale a pena agora.
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Arquivo para 2008

ago
11
    
Posted (Tuego) in Cotidiano on agosto-11-2008

Pensando em ir com minha namorada ao teatro, aproveitando para jantar e depois ir para a balada no sábado, me fudi completamente. Sair por volta das 20h não é muito do meu feitio, e me relembrei o motivo disto. Todo lugar que se pensa em ir tem filas desestimulantes.

Fomos em 3 restaurantes na região da Liberdade, todos com filas de no mínimo 5 casais e um ou outro grupinho na frente. No teatro, após laguns tempinho na fila, somos informados que acabaram os ingressos. Não tendo nada pra fazer até a hora de ir para a balada, resolvemos ir para casa. No meio do caminho surgiu a idéia de irmos ao motel para tentar salvar a noite. Talvez tivéssemos conseguido, se não fosse a fila de vários carros sedentos por uma oportunidade de expressar seu amor de forma física.

São Paulo em um sábado a noite só vale a pena depois das 22h30. Sair antes disso é pedir pra passar raiva e se stressar.

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ago
05
    
Posted (Tuego) in Cotidiano on agosto-5-2008

Eu acho de uma burrice tremenda por parte dos donos de restaurante eles se negarem a colaborar na comemoração da criação do 1º curso de Direito no Brasil, que acontece todo 11 de agosto. Acredito que eles deviam aproveitar a oportunidade para agradar e cativar os futuros operadores de Direito, que são clientes em potencial. Além do grande poder aquisitivo que terão, eles precisarão almoçar e jantar com seus clientes ao longo de toda a sua vida. Por isso oferecer uma refeição é um custo baixíssimo pelo grande retorno que pode gerar. É o melhor e mais barato marketing que um restaurante pode ter.

Ano passado, teve lugares onde fui com meus colegas e conversamos antes com os gerentes explicitando nossa intenção de comemorar o Dia da Pindura e fomos muito bem atendidos, até mais bem atendidos que os clientes pagantes do local. Quando um dos gerentes veio perguntar se estava tudo de nosso agrado, comentei que futuramente iria levar vários clientes para comer ali, ele respondeu dizendo que isto acontece bastante, sempre tem um ou outro freguês comentando que alguns anos atrás fez pindura ali, foi bem atendido e agora volta sempre.

Também fomos mal atendidos em diversos lugares. Alguns nos tratavam como se fossemos mendigos atrás de pão velho. Estes lugares ficaram marcados em mim, e jamais em minha vida irei comer nestes restaurantes em nenhuma hipótese. E sempre que puder irei falar mal para tirar o máximo de clientes deles. Ouviu Angélica Grill?

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ago
04
    
Posted (Tuego) in Blog, Webgames on agosto-4-2008

Eu pensei em entrar nos comentários e avisar todo mundo que a fonte do texto, o The Onion, é um site americano de humor que inventa noticias e que portanto o caso de Luiz Carlos não era verdadeiro. Mas alguns comentaristas se encarregaram disso. Além do mais, acredito que ser ou não real é o que menos importa nesta “noticia”.

Este é um texto velho, escrito em 2002, que eu sempre faço questão de reler de uns seis em seis meses. Tem muita coisa importante ali que devemos manter em mente. As pessoas costumam passar mais tempo no trabalho do que em suas casas, por isso é importante não estar em um ambiente ruim, que sugue muito de suas forças. Ou que acabe completamente com sua vida.

Eu sou servidor público, e comparando com como as coisas são em uma empresa, meu trabalho é um paraiso. O salário não é grande coisa e já tive oportunidade de trabalhar em empresas ganhando bem mais do que ganho atualmente, mas sempre lembro de ler este texto antes. Sempre chego a conclusão de que qualidade de vida é melhor do que um dinheiro a mais na conta. Dinheiro a gente da um jeitinho de ganhar uns trocados a mais.

Os comentários do texto do estagiário são um show a parte. Da pra fazer uma tese de sociologia fantástica em cima deles. Achei legal que a maioria conseguiu captar a essência do texto. Obviamente, de maneira bem simplificada, acredito que os cerca de 1/4 dos comentaristas que criticaram nosso personagem devem estar vivendo uma vida de merda e pra não se sentirem piores precisam criticar um estilo de vida de boa para reafirmarem suas escolhas como certas. Completamente compreensivel. Mas é necessário lembrar que eles que escolheram esta vida, eles que escolheram comprar carros zero Km em 72 prestações, eles que escolheram comprar roupas caras no shopping, eles que compram coisas para manter as aparências e impressionar vizinhos, etc.

São como o cavalo Sansão, da Revolução dos Bichos: “Trabalharei mais ainda”.

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ago
03
    
Posted (Tuego) in Humor on agosto-3-2008

Um restaurante chinês interessado em receber bem os turistas resolveu colocar o nome do restaurante no tradutor do Google para saber como seria o nome em inglês e poder fazer um novo letreiro para os turistas. Vejam o resultado.

translate server error

Erro no servidor de tradução

Via: Slashdot

Existe um caso parecido aqui em São Paulo, em um restaurante chinês chamado Chi Fu. Diz a lenda que os donos chegaram no fabricante de letreiros e pediram para fazer um escrito “Sea Food”. Junta-se a má pronuncia dos chineses com a burrice do fabricante, o resultado foi Chi Fu.

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jul
29
    
Posted (Tuego) in Humor on julho-29-2008

São Paulo — Luiz Carlos, 21, continua a esconder sua vida divertida e gratificante dos funcionários efetivos do Pinheiro Neto, um grande escritório de advogados de São Paulo no qual ele faz estágio de meio período à tarde desde Março.

“Em um emprego como este, você esta cercado por advogados bravos, eternamente estressados que trabalham 80 horas por semana, é importante esconder o fato de que você esta curtindo uma vida normal, equilibrada e feliz”.Disse Luiz Carlos na segunda-feira. “As pessoas ficam muito nervosas quando escutam coisas como esta”.

Luiz Carlos, que não ganha nem 1/8 do que o mais baixo escalão de efetivos ganha , disse que não deseja fazer com que seus colegas de trabalho se sintam mal sobre suas “vidas chatas de merda”.

“Se alguém reclama sobre o quão ruim é trabalhar além do horário durante cinco dias seguidos, eu apenas aceno com a cabeça concordando”, disse Luiz Carlos, que durante a semana passa suas noites em festas, shows e jogando futebol nos parques. “Não existe motivo para esfregar em suas caras que não importa quanto serviço tenha no escritório, eu vou embora exatamente as 18:00h todos os dias. Se alguém me pede para ficar até mais tarde, eu apenas digo que o contrato do CIEE não me permite fazer hora extra”.

“Tem tanta coisa acontecendo na minha vida agora. Estou ajudando um amigo a começar um pequeno quiosque de comida mexicana, tenho aprofundado meus estudo sobre o poeta russo Mayakovsky, estou saindo com esta garota legal pra caramba que conheci quando a minha banda de indie rock tocou junto com a banda dela. Honestamente, eu simplesmente não tenho tempo ou energia para colocar em algum emprego”.

Apesar de sua felicidade, Luiz Carlos disse que toma o cuidado de sempre manter um ar de insatisfação em sua postura e expressão facial enquanto está no escritório.

“Se eu tive uma noite fantástica até as 4 da madrugada na noite passada, eu me certifico de tirar o sorriso da minha cara antes de entrar no escritório. Se alguém descobrir que eu não tenho uma existência infernal como a deles, eu estarei caçando sarna pra me coçar”.

Luiz Carlos também toma cuidado ao conversar com seus colegas de trabalho.

“Eu parei de conversar sobre filmes, porque ninguém tem tempo para assisti-los. Toda vez que comento sobre um filme com alguém, eu tenho que sentar e escutar eles passando pelo longo processo de se lembrar qual foi o último filme que eles assistiram. Um dia desses, André Ferraz, um advogado especializado em propriedade intelectual que está tentando fazer parte dos primeiros escalões, me disse que o último filme que ele viu foi a estréia do Gladiador nos cinemas. E eu tipo ‘Puts cara, isso é deprimente’”.

Em seu tempo de trabalho no escritório, Luiz Carlos cuida do agendamento do uso das 5 salas de reuniões e é responsável por garantir que sempre tenha bebidas e petiscos nelas. Sua outra função é providenciar equipamento audiovisual para as reuniões quando solicitado, algo que só acontece “somente uma ou duas vezes por mês”.

“As pessoas me mandam um e-mail dizendo que precisarão das salas, e eu respondo com a confirmação” Disse Luiz Carlos. “Eu também tenho que pregar a agenda na porta das salas de reuniões e pedir copos descartáveis e tal. No geral é tudo muito fácil. Normalmente todo mundo está ocupado demais para me dar alguma coisa para fazer mesmo”.

Durante suas várias horas de tempo livre no trabalho, Luiz Carlos lê, surfa na internet, conversa no MSN e manda e-mails para seus amigos. Ele também trabalha em seus projetos pessoais. Nas últimas seis semanas, ele traduziu 41 páginas do romance inacabado Dubrovsky de Alexander Pushkin para uma versão em português que ele sonha em publicar um dia.

Luiz Carlos nunca mencionou seus projetos para seus colegas de trabalho, nem o de tradução.

“Não quero me gabar porque eu consigo fazer as coisas que eu realmente quero fazer. Eu sinto pena deles. Eles vão para casa depois de um dia de trabalho duro, e eles estão tão cansados que passam a noite sentados em frente a TV. Você sabe como estas pessoas passam os finais de semana? Descansando. Eles descansam”.

Outra vantagem de Luiz Carlos sobre seus colegas efetivos é não precisar se fantasiar de advogado.

“Eles estão sempre a caminho da lavanderia, do salão de cabeleireiro ou comprando mais um terno caro” disse Luiz Carlos, que estima que seus colegas gastam umas 5 horas por semana cuidando da aparência. “Contanto que eu use desodorante, mantenha minha gravata razoavelmente limpa e lave meu par de calças sociais durante o final de semana, o pessoal ta pouco se fudendo para meu visual”.

Em seus esforços para esconder sua vida feliz e gratificante de seus colegas, Luiz Carlos chegou até a mentir.

“Ainda ontem, alguém me perguntou sobre meu último estágio. Ele acabou em Janeiro, mas eu disse para eles que tinha acabado em Fevereiro. Veja só, depois que o estágio acabou, eu tirei quase um mês de férias e fiquei apenas vadiando por aí, viajando pelo sul do país até meu dinheiro acabar. Eu sabia que não deveria dizer isto para pessoas que não serão capazes de fazer nada parecido com isto até que elas estejam com 65 anos”.

Apesar de Luiz Carlos dizer que entende seus colegas de trabalho, ele afirma que a decisão de perseguir uma carreira prestigiosa e com altos salários foi completamente deles.

“Eles quiseram se apegar a chance de uma carreira com altos salários para viver de boa”, disse Luiz Carlos, “Mas o que eles não parecem perceber é que a chave para viver de boa é fugir desta chance como se ela fosse a maldita AIDS”.

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Artigo original no The Onion, tradução e adaptação feitas pelo Tuego em suas horas livres no trabalho.

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jul
29
    
Posted (Tuego) in Cotidiano on julho-29-2008

Em menos de um dia é possivel se conhecer estes dois templos budistas (o Kinkaku-ji se diz ecumênico…) nas proximidades de São Paulo, são passeios interessante, mas que só valem a pena serem feitos uma vez.

Kinkaku-ji

Este templo fica em Itapecerica da Serra e é uma réplica de um famoso templo japônes considerado patrimônio da humanidade. O templo e a área em que ele esta localizado são na verdade um “cemitério oriental”, onde são depositadas as cinzas deles. Mas ao contrário dos cemitérios ocidentais que dão medo com suas cruzes, imagens e afins, o Kinkaku-ji é bem diferente, não tem a carga negativa e sombria dos cemitérios comuns.

Disseram que era cobrada uma entrada de R$5, mas não foi cobrado nada de nós. Você é incentivado a levar lanches e bebidas de casa e curtir um pic-nic. Os funcionários do local são muito simpáticos e solicitos, fazendo com que você se sinta completamente a vontade. O mesmo não acontecendo no Zu Lai.

Zu Lai

Localizado em Cotia, este templo é bem maior que o outro, lembrando vários filmes de artes marciais. Ao contrário do Kinkaku-ji que estava relativamente vazio, este estava completamente lotado, sendo dificil encontrar vagas em seu estacionamento gratuito.

Lá dentro os funcionários ignoram sua presença, o que é até legal, mas basta você apontar a camera para alguma coisa para chamarem sua atenção dizendo que era proibido tirar foto. O que acaba sendo engraçado, porque como o lugar é cheio, enquanto eles chamam a atenção de 1, outros 10 estão tirando diversas fotos, tornando completamente ineficaz esta chatice deles. E como eles não podem saber quando você esta apenas filmando, eu filmei tudo o que eles proibiam tirar foto. Não sei o que tanto eles tentam esconder, mas após uma edição eu vou colocar no Youtube.

Você é terminantemente proibido de levar comida ou bebida de casa, porque lá existe um restaurante vegetariano, onde por R$12 você pode comer a vontade. Empolgado com a boa experiência anterior com comida vegetariana, resolvi encarar. Foi uma experiência bastante ruim. O lugar estava lotado, com filas gigantescas para pagar e filas imensas para poder se servir. Quando finalmente chegava sua vez, muitas coisas já tinham acabado.

A comida era bastante sem graça, para não dizer ruim. O self-service da dona Maria no seu bairro deve ter opções mais saborosas de vegetais que o Zu Lai. Ou o lanche que você poderia levar de casa. Acho que o Zu Lai deve pertence as budistas de Hong Kong, a China capitalista. Não gostei de ir lá, prefiro o Kinkaku-ji.

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jul
28
    
Posted (Tuego) in Escolher categoria on julho-28-2008

Nas minha férias passei 3 dias em Ilha Comprida. Um lugar até que interessante para conhecer a 200 Km de São Paulo e que é muito barato. Fiquei em um apartamento (lá eles chamam pousadinhas e hotéis de apartamentos) com cozinha completa por apenas R$40 a diária, mais barato que 3 horas nos motéis aqui de São Paulo. Lá encontramos um restaurante muito bom, que serve uma chuleta na tábua generosa, com vários acompanhamentos suficientes para alimentar duas pessoas por apenas R$ 12. Nem chegamos a usar a cozinha do apartamento.

Travessia de bêbados

O chato de lá é que não tem grande paisagens, locais bonitos para se visitar e coisas para se fazer. É apenas uma gigantesca e deserta praia de 74km de extensão para onde quer que você olhe. Lá vive muito vazio, pior do que muitas cidadezinha do interior. Em um sábado a noite, você pode ir no que eles chamam de centro da cidade e encontrar apenas aquelas bolas de feno caracteristica das cidades abandonadas dos desenhos passando por lá.

Praia em seu momento mais cheio

Lá pode ser divertido, desde que você leve o próprio movimento de casa. Um final de semana lá em uma gangue de 10 pessoas deve ser muito foda. Caso contrário, só valerá a pena se você estiver em busca de isolamento, quiser ficar completamente sozinho com a namorada ou for pescar. Juntamente com meu pai, pesquei mais de 50 peixes. Não é conversa de pescador.

Pescaria

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jul
28
    
Posted (Tuego) in Cotidiano on julho-28-2008

Tem uma balada na Rua Augusta que muitas pessoas já comentaram comigo mas eu ainda não conhecia, é o Sarajevo Club. Ao adentrar o recinto você é transportado imediatamente para a Bosnia, e isto não é um elogio. Quem vê entradinha do local, uma portinha como aquelas de escritório de dentistas em cima de açougues, não imagina o quão grande é lá dentro, mas este é o único elogio, porque o lugar é um dos piores lixões que já entrei na minha vida, e olha que meu padrão de qualidade não é grande coisa.

Em compensação, a banda residente lá é muito boa, o Zabomba. Vale a pena conhecer o som deles, mas em outro lugar de preferência.

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jul
26
    
Posted (Tuego) in Cotidiano, Filmes on julho-26-2008

Na rua Augusta ontem de madrugada, um grupo de amigos estava subindo em direção a Av. Paulista, quando um deles começou a cambalear e brevemente foi ao chão, ficando esparramado na calçada como se estivesse no conforto de seu lar, seus amigos imediatamente sacaram seus celulares e digicams e começaram a tirar dezenas de fotos. Quando conseguiram parar de rir como maniacos, levantaram o cara e cuidaram dele.

Isto sim é uma amizade de verdade.

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jul
21
    
Posted (Tuego) in Gastronomia on julho-21-2008

Neste restaurante foi onde me iniciei na jornada de conhecimento dos restaurante bons e baratos da cidade.  O Rong He (R. da Glória, 622-A - Liberdade - Tel. 11-3275-1986), é um restaurante chinês que para a surpresa de todos é limpo e tem como diferencial você poder ver tudo o que acontece na cozinha, principalmente o show mostrado abaixo:

Os pratos principais custam na média de uns R$ 17, mas servem 3 pessoas fácil. Por isso vale muito a pena. Ao final da refeição você pode pedir um chá de cortesia que não sei o nome. Eles não cobram os famigerados 10 % de taxa de serviço :), mas os garçons fazem uma leve pressão psicológica ao final da refeição para você deixar alguma coisa.

Foto do Marcelo Katsuki

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